Controle de Pombos
Pombos urbanos transmitem doenças respiratórias graves e causam danos a fachadas e equipamentos. Conheça os métodos legais de controle, as barreiras físicas e como fazer a limpeza segura.
Os pombos urbanos (Columba livia) são um problema crescente em cidades brasileiras. Além dos danos a fachadas, telhados e equipamentos, esses pássaros transmitem doenças respiratórias graves. O controle de pombos exige métodos legais e profissionais, já que matar ou envenenar essas aves é crime ambiental.
Por que os pombos são um problema?
Doenças transmitidas
Os excrementos de pombos são a principal fonte de contaminação:
- Criptococose — infecção pulmonar causada pelo fungo Cryptococcus neoformans presente nas fezes secas. Pode evoluir para meningite
- Histoplasmose — doença pulmonar causada pelo fungo Histoplasma capsulatum encontrado em acúmulos de fezes
- Ornitose (psitacose) — infecção respiratória causada pela bactéria Chlamydia psittaci
- Salmonelose — contaminação alimentar por fezes que atingem alimentos ou água
- Dermatites — reação alérgica a penas, ácaros e fezes
Danos materiais
- Fezes ácidas corroem concreto, metal, pintura e pedras
- Ninhos entopem calhas e sistemas de drenagem
- Penas e excrementos sujam fachadas, janelas e equipamentos de ar-condicionado
- Danos a painéis solares e antenas
- Desvalorização imobiliária
Pragas associadas
Pombos carregam outros parasitas que podem infestar o imóvel:
- Piolhos de pombo
- Ácaros
- Pulgas
- Carrapatos moles (Argas reflexus)
Legislação: o que é permitido?
É proibido matar, envenenar, capturar ou maltratar pombos, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). A penalidade é multa e detenção de 6 meses a 1 ano.
O que é permitido:
- Instalar barreiras físicas que impeçam o pouso
- Modificar o ambiente para torná-lo desfavorável
- Limpar e higienizar áreas com acúmulo de fezes
- Vedar acessos a forros, vãos e beirais
Métodos profissionais de controle
Espículas (pontas de aço inoxidável)
Hastes metálicas instaladas em beirais, parapeitos, platibandas e outras superfícies onde os pombos pousam. Impede o pouso sem ferir as aves.
Vantagens: durável (10+ anos), baixa manutenção, eficaz.
Telas e redes de proteção
Redes de polietileno ou nylon instaladas em vãos abertos, forros, marquises e áreas de nidificação. Bloqueia o acesso sem prejudicar a estética.
Indicação: varandas, áreas de lazer, galpões, telhados abertos.
Fios tensionados (sistema de molas)
Fios de aço inoxidável tensionados por molas, instalados em parapeitos e beirais. O fio instável impede o pouso do pombo.
Vantagens: discreta, ideal para edificações históricas e de alto padrão.
Gel repelente
Produto aplicado em superfícies que cria sensação pegajosa nas patas do pombo, fazendo-o evitar o local.
Indicação: áreas pequenas e pontuais.
Repelentes sonoros e visuais
Dispositivos que emitem sons ultrassônicos ou simulam predadores (corujas falsas, hologramas). A eficácia é variável e tende a diminuir com a habituação.
Limpeza e descontaminação de fezes
A limpeza de excrementos de pombos deve ser feita com cuidado para evitar inalação de esporos:
- Umedeça as fezes secas com solução de água sanitária antes de remover
- Nunca varra fezes secas — a poeira levantada contém esporos de fungos
- Use máscara N95/PFF2 e luvas durante a limpeza
- Ensaque os resíduos e descarte como lixo comum
- Sanitize a área após a remoção
Para grandes acúmulos, contrate uma empresa especializada com EPIs adequados.
Prevenção
- Não alimente pombos — é a principal causa de superpopulação
- Vede acessos a forros, sótãos e vãos em telhados
- Instale barreiras em beirais e parapeitos
- Mantenha lixeiras fechadas
- Remova ninhos abandonados (com cuidado e proteção)
- Instale telas em aberturas de ventilação
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